Consciência negra

Faaala meus queridos! Hoje é dia da consciência negra! Queremos contar um pouco pra vocês sobre esse evento.

Hoje é o dia em que comemoramos a criação do Quilombo dos Palmares em 20 de novembro de 1888. Comemoramos nessa data uma vez que é um símbolo de luta negra resistindo à escravidão. O que não seria possível se comemorássemos no dia da aprovação da Lei Áurea, que seria um símbolo de luta dos brancos pelos negros.

Portanto, queremos dizer que esse dia é muito importante para nós do grupo. Muito obrigado ao acompanhamento de todos, até a próxima.

O grupo

Andando para trás

Recentemente a atriz global Taís Araújo sofreu uma série de comentários racistas e preconceituosos em sua página de perfil do Facebook. Diante disso, a polícia do Rio de Janeiro pediu que essa prestasse um depoimento na delegacia a respeito disso. Como já foi dito em nosso documentário, o crime de racismo pode render ao criminoso o pagamento de multas que variam de acordo com a gravidade da situação ou até mesmo a alguns anos de prisão em casos graves.

Esse episódio é mais uma prova de regresso da sociedade brasileira, uma vez que os comentários foram feitos por pessoas de diferentes partes do país, que em pleno ano de 2015 ainda é necessário conscientizar a sociedade de que somos todos iguais. Até mesmo a criação desse blog é um índice de regresso…

Segue aqui um link para o site do G1 em que vocês poderão ver mais detalhadamente a notícia e ver o discurso feito pela Taís. #SomosTodosTaisAraujo

http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2015/11/tais-araujo-sera-chamada-para-depor-sobre-racismo-sofrido-na-web.html

Vinícius Paris

Estamos cegos

A idolatração do dinheiro nos cegou e o Móbile na Metrópole nos devolveu a visão e por essa razão o respeitamos e o consideramos um grande formador de caráter.A partir da revolucao industrial, com a perda de identidade daqueles que constituiram o proletariado, por se tornarem apenas uma parte da multidão de operários, surgiu o anonimato. Com isso, a sociedade se tornou em um convívio em que todo mundo tem medo de todo mundo e que ninguém enxerga o outro. Além disso, nesse processo, a cidade passou a trabalhar no ritmo das máquinas, se tornando um espaço com a exclusiva função de servir de passagem para que não atrapalhasse a produtividade das fábricas.

Essas mudanças de visões sobre a cidade e o outro perpertuaram, inclusive na mente de nós, alunos.

Porém, o grande projeto do segundo ano possibilita novos horizontes para o grupo de estudantes ao criar autonomia de locomoção, possibiltando-o a explorar por conta propria o local onde vivem, além de conecta-lo a cidade e com aqueles que vivem nela. Transformando a metrópole de um espaço de passagem em, novamente, um espaço de convívio.
Apesar da positiva visão que temos sobre o projeto achamos que algumas mudanças poderiam ser favoráveis a todos os envolvidos.
Sendo algumas delas:

– Dar mais liberdade para os posts que serão avaliados, ou seja, colocar um tema mais abrangente para eles, permitindo então que o aluno possa se abrir mais em algo que seja obrigatório não tendo que tratar de temas formais, que muitas vezes não são os mais legais de escrever.
-Acreditamos também, que mesmo que o desfecho tenha sido positivo, a produção do documentário foi extremamente cansativa e demorada, pois é um vídeo muito difícil de se montar e editar, o que querendo ou não exige muito de nós, então com certeza alguns que já sabiam editar, filmar , levaram certa vantagem sobre outros que começaram do zero.
– Maior interação entre os grupos, nós pensamos que os comentários foram coisas forçadas e não necessariamente fez com que os alunos conhecesse outros projetos. Assim, pensamos que uma outra forma de interação entre os integrantes poderia ser mais eficiente, como por exemplo, a aproximação de grupos que possuem o mesmo tema.
– Manter as correções em vídeo, porque para nós foi algo muito útil e com certeza nos ajudou a melhorar o nosso blog em 100%!

Então é isso pessoal, gostariamos de garadece-los por acompanharem esse processo e nosso crescimento!

Um beijo e até o proximo post

O grupo 🙂

Ah se existisse uma máquina do tempo…

Faaaalaaa queridõeees!!!! Aqui é o grupo 9 para mais um post, que eu sei que vocês amam!
Bom, vamos direto ao ponto, hoje o tema é o nosso documentário. Então vou ajudar vocês a entender um pouco mais o assunto, pensem conosco, se nós, participantes do grupo Selva de Concreto, pudêssemos voltar no tempo, o que seria feito de diferente na produção do DOC? Sacaram? Então bora!

Como demos a entender pelos últimos posts o vídeo não saiu como o esperado, pois deveríamos ter tomados várias atitudes diferentes. A primeira seria a questão da organização, aposto que todos os grupos desse projeto tiveram esse problema. Ele é muito comum, pois achar horários que todos os participantes estão disponíveis para realizar as edições e conversas é complicado, imaginem quando entra a questão de marcar e realizar a entrevista? (Sim, isso foi um grande problema para nós e por ter conseguido marcar as entrevistas só no final do prazo, tivemos um tempo curto para realizar a edição, mas por demérito nosso).
Outro ponto relevante seria a questão do despreparo (como assim?), o nosso conhecimento sobre a produção desse filme não era grande e as ajudas disponibilizadas pela escola não foram tãããão bem utilizadas por nós, e isso com certeza afetou na qualidade do nosso DOC, ficou nítido nele o nosso amadorismo, o qual queríamos encafuar.

E para concluir, o nosso maior arrependimento foi a questão da estética e edição. Gostaríamos de ter filmado muitas imagens que ilustram o que o entrevistado está falando ao mesmo tempo que deixa o documentário mais bonito e menos cansativo, (sem aparecer 100% do tempo os rostos dos entrevistados, como foi nosso caso), além de facilitar e entreter mais o espectador. Devíamos ter pensado com mais carinho em cada escolha de música, imagem e som. Tentado deixar o mii doc com uma cara mais profissional.

Ah se existisse uma máquina do tempo…

Mas apesar dos arrependimentos, gostaríamos que vocês, leitores que acompanharam nosso processo, assistissem nosso trabalho ( que será divulgado em breve), não focando (tentando pelo menos) na feiura do vídeo ou no nível de amadorismo, e sim, na importância do conteúdo que ele aborda.

Até o próximo post pessoal! Um beijo!!

O grupo 🙂

Quando “pessoas” viraram pessoas

Oi pessoal! Hoje vim contar um pouco mais sobre o processo do documentário, agora focando mais na cidade de São Paulo. O que me transformou e me tocou muito foi a mudança de visão sobre as pessoas. Eu realmente passei a enxerga-las como pessoas, com vidas, medos e momentos de alegria, não apenas como “o outro”. Olho para o lado e não desejo mais distância ou separação por meio do meu carro do homem que anda a calçada ao lado, muito pelo contrário, desejo saber sua história. O que será que está fazendo? Da onde ele vem? Será que tem família? São perguntas que automaticamente invadem minha mente. Antes eu desejava mais do tudo viver em uma bolha, literalmente separada do mundo exterior e que ela só estourasse quando encontrasse com meus demais, que a cidade fosse apenas um espaço de passagem. Agora ela se tornou um espaço cheio de possíveis descobertas. Continuo acreditando que é uma cidade suja e cheia de problemas mas é MINHA cidade suja e cheia de problemas, na verdade, não só minha, existem pessoas por ai, PESSOAS, como eu e você. Essa parece uma afirmação ridícula e obvia, mas que demorou para eu perceber… Agradeço ao móbile na metrópole por me inserir na cidade e me mostrar que “o outro” é o outro, sem aspas, sem travessões, sem separação. Sophie

Nossa cidade

E aii galera, tudo bom? Então nesse post aqui queria contar para vocês sobre como a minha visão sobre a nossa cidade mudou nos 3 dias de campo em que ficamos no centro da cidade.
Bom primeiramente tenho que admitir que não estava animado com o projeto e com a ideia de ficar andando o dia inteiro, porém já no primeiro dia me impressionei com a grande diversidade de pessoas que moram na cidade de São Paulo e percebi também que a cidade não se reduz a apenas o meu mundo fechado de moema.
Percebi também que eu usava muitas partes da cidade como locais de passagem apenas e nunca tinha parado para reparar que todos eles tem a sua beleza específica, como por exemplo as diversas pichações pela cidade que enfeitam as paredes e muros de toda a metrópole. Além disso não deixei de notar que antes do estudo do meio minha relação com as pessoas consideradas ” invisíveis” era de realmente fingir que não enxergava elas, porém aprendi que cada uma delas possui uma história que consegue colocar uma lagrima nos olhos de qualquer paulistano.
Por fim e não menos importante, o fato de que é possível se locomover pela cidade sem ser por carros ( ideia que eu tinha antes da vivência na cidade), já que os transportes, apesar de não serem os melhores do mundo, são o suficiente para que uma pessoa chegue aonde ela queira na cidade.
Bom era isso galera, até o próximo post
Gustavo

Abrindo os olhos

Falaa meus queridos leitoress! Eu voltei para fazer mais um post daqueles sobre o fechamento do processo, afinal, o ano está acabando. Resumindo as coisas, hoje eu vou falar um pouco sobre o que que mudou depois daqueles três dias solto na metrópole(caso você n lembre, aqui ta o link dos posts antigões sobre nosso estudo do meio https://mnm152cg9.wordpress.com/tag/estudodomeio/ ).
Falarei primeiro então do ‘’antes’’, como era minha relação com a minha querida cidade São Paulo? Bom, eu não tinha a menor ideia do que existia além do meu bairro que eu moro e outros ao redor e mesmo assim me sentia um exímio conhecedor do ambiente, eu sabia até onde ficava a Pinacoteca, Masp, parque Ibirapuera, eu podia ser guia turístico até, não é mesmo?
Foi então que chegou o nosso estudo do meio e eu pensei: ‘’Nossa, que saco, a cidade em que eu vivo faz 15 anos, sério? O que eu vou aprender com isso, a usar o transporte público? Eu não preciso disso, eu já sei me virar com ele…’’. Mas para o meu engano, eu fiquei em choque, como já contado nos meus relatos de viagens. Eu descobri coisas que eu jamais pensei que existiriam na cidade, o templo do Salomão por exemplo, eu não tinha a menor ideia de que tinha esse negocio em São Paulo e olha que isso é grande, bem grande por sinal. Esse é apenas um exemplo das coisas que vi.
Além disso, tem também o uso dos transportes públicos, os quais nós usufruímos como meio de transporte por toda a viagem e sabe, não era o monstro de 7 cabeças que eu imaginava, pode até ter seus defeitos, como a super lotação, assédios constantes, mas sabe, ele é bem eficiente na cidade.
(Uma pequena aspas em meu post)* ‘’Eu poderia ficar aqui falando em inúmeros parágrafos sobre as minhas surpresas e experiências, mas eu não quero me prolongar, porque eu acho que se eu continuar tagarelando sem parar, você, leitor, irá ver seu videozinho no youtube ou responder alguém no Facebook, então serei sucinto em minha conclusão.’’
Por fim, irei fazer uma alegoria para deixar claro o quanto minha relação com São Paulo mudou. Eu era um peixe em um aquário e nasci nele, assim acreditava que o mundo se limitava nas dimensões da caixa, porém, fui jogado no oceano. Assim, eu me deslumbrei com todo aquele espaço infinito que eu tinha a disposição e percebi que tudo era maior do que eu conhecia, havia muita diversidade, lugares novos, perigos novos e entre outras coisas. E foi exatamente isso que ocorreu comigo, eu era um muleque preso em um bairro e pensava que sabia de tudo, porém fui jogado na cidade(parte que eu não conhecia) e conclui que eu ainda tenho muito que aprender sobre o lugar e com certeza sempre irão ter mais coisas para conhecer, afinal de contas, quais são as dimensões de São Paulo? Não tem como conhecê-la por completo, sempre terão coisas novas que irão te surpreender.
Abraço, Lucas.

Minha relação com SP

Aparentemente 3 dias podem parecer muito pouco ao compararmos com um ano ou uma vida. Porém, apesar de breve, os três dias em que estive no estudo do meio me fizeram repensar na minha relação com SP, mais especificamente com a arte de rua, que era para mim, antes da trajetória, coisa de vagabundo que não tinha nada pra fazer e ficavam pintando parede nas nossas ruas. Após os três dias pude perceber que a arte de rua é uma forma de expressão como qualquer outra e passei a ver as pichações com outro olhar, inclusive cheguei a debater com familiares sobre o tema.

Além dessa mudança de visão relacionada a arte de rua, percebi o quão verdadeiro o fato de que a cidade é um local de passagem e não de estadia, devido a grande quantidade de avenidas, trens, metros, hotéis e prédios comerciais. O que me fez aprender a apreciar projetos que tentem deixar a cidade um espaço mais agradável e harmonioso.

Vinícius

o que aprendemos- Sophie

Fico feliz em dizer que o processo da realização do documentário realmente transformou minhas noções sobre o assunto. Antes, eu tinha ideias baseadas no senso comum de que o racismo era algo explicito e cometido só por brancos da alta classe social, porém fazendo as pesquisas e, principalmente, as entrevistas para o documentário, aprendi que vai muito além disso.
O rascismo esta presente em muitos detalhes do cotidiano, muitas vezes em situações tão comuns que nem percebemos. Por exemplo, quando um frentista pergunta ao motorista negro se ele quer levar a comprovação de pagamento para o patrão, ou quando um mendigo se recusa a pedir esmola para alguém na rua somente pela sua cor, são exemplos que demonstram a realidade de que, em muitos casos, nem cometidor do ato racista sabe a gravidade da sua ação e que o racismo está presente em todas as classes sociais. Além de se tornar uma situação aparentemente normal em nossa sociedade, dando espaço para as pessoas acreditarem que não existe racismo em SP.
Além disso, outra noção superficial minha q foi transformada foi entender que os próprios negros também comentem e em muitos casos aceitam o racismo. A cultura da escravidão ainda não se distanciou da mente de muitos negros, os quais automaticamente já se consideram inferiores aos brancos, concordando com a psicóloga Helena Parolari, uma das entrevistadas, “o maior racista é o negro”. Essas são as principais noções que eu aprendi fazendo o documentário e são tratadas com mais detalhe ao longo do vídeo.
Contudo, apesar de considerar que nosso projeto apresenta um conteúdo muito bom e ideias que podem transformar as noções dos expectadores como mudaram as minhas, infelizmente não acredito que o vídeo, assim como o blog, reflitam completamente nosso processo de aprendizado. Com certeza ele reflete as conclusões, porém ao longo do processo não conseguimos transmitir em formato de mídia todas as pesquisas e ideias que tivemos durante o projeto. Acredito que o aprendizado que adquiri no Móbile na Metrópole vai além das conclusões, aprendi a trabalhar melhor em grupo e ter uma relação mais próxima a verdadeira situação da cidade, esses são conhecimentos que acabei registrando mais no papel e na mente, dessa forma o blog ficou razo e sem graça, não refletindo nem metade do aprendizado que tive. O mesmo aconteceu com o documentário, que apesar de acreditar que tenha um importante e excelente conteúdo, não posso dizer o mesmo sobre a estética, em um próximo post falaremos com mais detalhe o que gostaríamos de ter feito melhor, mas a questão é que o vídeo não passou uma imagem profissional, dedicada e madeira, características desenvolvidas durante o processo.
Enfim apesar dessa deficiência acredito que seja um vídeo muito importante de ser assistido e que pode trazer conhecimento para muitas pessoas.
Em breve divulgaremos o link para o tão esperado vídeo.
Um beijooo e até o próximo post!! 😊
Sophie

o que aprendi- Vinicius

Faaala meus queridos! Ainda não postamos nosso documentário para vocês verem, mas antes disso gostaria de ter uma palavrinha com vocês.

Fazendo o documentário aprendi, além de que não tem como deixar as coisas para a ultima hora e esperar q o resultado saia aquela coisa, que a lei protege sim os negros e que o preconceito é algo herdado da historia do nosso país, mas estamos andando para frente em relação ao combate contra este, coisa que eu não sabia no começo do processo. Apesar disso, o nosso documentário não traduz mesmo o que aprendemos e discutimos sobre o tema devido a falta de algumas informações que não foram colocadas nele devido a motivos internos. Mas acredito que o blog sim traduza, pelo menos o meu processo, devido a quantidade de posts que eu faço sobre o que eu acho e sinto, inclusive pretendo postar uma entrevista bem legal que não apareceu no documentário e acho que vocês vão curtir assim como eu.

Por hoje é tudo pessoal! Abs Vinicius